segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Lições de Vida







"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio."
 Salmo 90:12

Quero compartilhar com vocês dez lições que aprendi:

1. Tudo o que temos ao redor é temporário e um dia vai passar. Todas as coisas serão feitas novas pelo Criador. 
É uma questão de tempo, os eventos que hoje parecem tão importantes serão vistos de outra perspectiva.
2. Excesso de compromissos  e pressão do tempo são os principais assassinos dos relacionamentos. 
Qualquer relacionamento requer tempo para ser desenvolvido. 
Isso vale tanto para o relacionamento com Deus como entre esposos e com os filhos.
3. Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado. Busque reprimir a centralização básica do  "eu". Nunca explore nem tire vantagens dos outros. Aproveite as oportunidades para tornar suas amizades mais fortes.
4. O valor humano não depende da aparência, inteligência nem de realizações.
5. A comparação é a base de todos os sentimentos de inferioridade. No momento em que começamos a examinar os pontos fortes dos outros, em oposição às nossas fraquezas, a autoestima começa a ser abalada. Muitos são como a rã que queria ser boi e acabou explodindo.
6. Como regra geral, nunca arrisque aquilo que você não se pode dar ao luxo de perder.
7. Se você está passando por tempos difíceis, permanece firme. Isso vai passar. Se você está experimentando dias tranquilos, isso também vai passar. As únicas coisas que permanecem são as que por natureza, são inabaláveis. 
8. Um dos segredos da vida bem sucedida encontra-se na palavra equilíbrio.
9. Seja cuidadoso nas escolhas, mesmo as pequenas, porque elas condicionam as grandes. 
10. Recuse o complexo de vítima. Mude o que pode ser mudado e aceite o inevitável com confiança no poder dAquele que pode todas as coisas. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Por que necessitamos de amigos?









Você já observou como é difícil ter amigos ?
Estou falando de amigos reais, não de colegas ou meros conhecidos. Esses podemos ter em abundância.
Amigo na minha definição, é o irmão ou irmã que você escolhe.
Encontrei textos lindos no livro de Provérbios  " em todo tempo ama o amigo "(Pv 17:17) " há amigo mais chegado que um irmão."
Por que essa necessidade de construir amizades ?
Por que necessitamos de amigos? 
Há pelos menos três razões básicas:
1. - Necessitamos de amigos porque precisamos de encorajamento. "Melhor é serem dois do que um {...} Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro."
Você já experimentou situações em que a presença de um amigo faz toda a diferença ? 

2. - Necessitamos de amigos porque precisamos de conselho. "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos." (Pv 27: 5, 6)
Em muitas ocasiões, um amigo correrá o risco de ser honesto conosco. Este é um dos testes da amizade. Necessitamos de amigos que não apenas nos aplaudam, mas que sejam também corajosos, nos confrontando com a verdade e nos fazendo ver aquilo que não estamos vendo ou pior ainda, que não queremos ver.

3. - Necessitamos de amigos, porque eles desafiam nosso potencial. "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo." (Pv 27:17)  Um bom amigo afia nossa percepção e estimula nosso crescimento mental, intelectual, emocional e espiritual.
Tem você amigo assim ? 
Por outro lado, a amizade é que ela "soma virtudes e multiplica defeitos."
Milhares de pessoas são desviadas pela influência ou pressão de falsos amigos. 
Lembre-se: os maus não são amigos, mas cúmplices. Se para permanecer no "grupo" você tiver que praticar o erro, esse grupo não é para você. Se não conseguir mudar o grupo, saia dele. 
Por princípio, seja amigo de todos, mas seja mais amigo dos que são amigos de Deus.
Faça bons amigos, mas lembre-se do segredo para ter bons amigos é ser um bom amigo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Confiança






Minha tia costumava dizer: "Confiança, a gente só tem uma no estoque."
Se acabar, acabou. Se usar tudo, se perder, se jogar fora, se estragar...não tem mais.
Não dá para comprar, alugar, emprestar, esticar, substituir, pôr de molho. É única, sem história, sem promessa, sem "isso passa. "  Simples assim.
É uma ideia muito dura essa que certas coisas não têm conserto. Mas é a verdade. 
Quantas vezes a gente não teve a confiança perdida, e nunca mais a encontrou de volta?
Eu mesma tive umas tantas. 
Amigos que partiram meu coração, amor que não me queria bem, projetos que nunca decolaram, produtos que não cumpriram suas promessas...
Essas coisas da vida que todo mundo passa, por sorte ou por azar.
Que vão nos deixando com a casca grossa e os reflexos ligeiros, que é para a gente cair menos, e se tropeçar, o tombo não doer tanto.
Pela ideia da minha tia, a gente começa lá na infância, com o lojinha cheia. As prateleiras vêm lotadas de confiança e suas variações: a esperança na vida, a fé na humanidade, o otimismo no amanhã, a certeza de final feliz. 
Com o passar do tempo, as decepções vão roubando nosso estoque, as frustrações deixando buracos que abalam até as estruturas da despensa. 
E fazer o que com esses espaços vazios ?
Realmente gostaria de poder dizer: ah, é só preencher com perdão e segundas chances, com paciência e a crença de que vai dar certo.
Mas sabemos que não é bem assim.
Tem perdas irremediáveis, tem pessoas que merecem ficar pra trás, tem histórias que é melhor deixar pra lá.
O problema é que, ainda que a gente não queria mais, o buraco na prateleira fica. E o buraco na prateleira é um buraco na gente.
Bom, não sei o que fazer com isso. Mas sei que o não fazer: deixar esses buracos se encherem de ressentimento e amargura. De medo de perder e angústia de acreditar de novo. Eu sei, o estoque está baixo, vamos ficar gastando nossa boa vontade assim ? Ahá ta!
Mas aí é que está. O que minha tia não sabia, mas tenho descoberto por aí, é que, assim como podemos perder a confiança que tínhamos estocada, também podemos ganhar fé em coisas que nem imaginávamos. Com esses achados, não  tapamos os buracos. Mas voltamos a nos sentir maiores e mais inteiros. 
Quer ver ?  Pense na lojinha. O estoque antes cheio, anda minado depois de uns calotes. Mas vem gente nova querer fazer negócio. Se a gente fecha a porta para proteger o pouco que nos sobrou, ok, até que fica resguardado.
Mas a única maneira de crescer e repovoar as prateleiras, ainda que seja com outras histórias, é justamente se abrindo.
É difícil, eu sei. A gente se pega desconfiando antes mesmo de confiar. É preciso ter truques. O meu é tentar contar, para cada coisa que me decepciona, ao menos uma que me surpreenda. 
Para cada pessoa que me frustou, lembrar de uma que me fez bem. Para cada plano que deu errado, uma ideia que deu certo. Para cada dia ruim, (aff e como tem dia ruim) um momento feliz. 
E daí, tia, eu vejo que é verdade: algumas confianças perdidas são irrecuperáveis. Mas, quando a gente se liberta delas, também pode ganhar muitas outras no caminho.
Achar motivos e pessoas para acreditar é um exercício diário.  E assim fazendo nós vamos recuperar a fé e um mundo melhor. 


segunda-feira, 7 de julho de 2014

7 Bilhões em Ação





Há quem não se comova...quem vê multidões indo aos estádios, ligando a TVs, tremulando bandeiras, beijando brasões, pintando a cara, roendo as unhas, maldizendo quando a bola entra de um lado e sublimando em euforia quando entra do outro - e simplesmente não se contagia.
Há quem não torça pelo futebol. Mas não há quem não torça por coisa alguma na vida.
Pode ser para que faça sol, para que o fim de semana chegue logo, para o espirro não ser gripe, para o ônibus não demorar, para a receita dar certo, para a dieta fazer efeito, por um final feliz.
Todos nós queremos alguma coisa e torcemos para que isso se torne realidade.
Essa empolgação às vezes é tão forte que nos leva a sair da arquibancada e entrar em campo para fazer o resultado. Porque há situações que nem os mais fortes bastam.
É quando estudamos até tarde para passar na prova, quando enfrentamos o medo de ouvir um não apostando na chance de que venha um sim, quando escolhemos uma posição que consideramos mais justa.
Mas a causa também pode ser totalmente irrelevante.
Você está zapeando a TV e, sem perceber, se vê torcendo para que o calouro desafinado, mas gente boa, recebe a melhor nota dos jurados. Acha concurso de beleza meio bobo, mas de repente se flagra em campanha pela miss Brasil...
Por quê ? 
Ora, porque é divertido.
Se a gente não corre risco de perder, também não cria possibilidades para comemorar. Mesmo que seja só por bobeira.
Boa parte da vida vem desse jogo que disputamos contra as incertezas do futuro: ter expectativas e desejar que elas se realizem. Cada um à sua maneira, estamos todos juntos nessa grande torcida. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O Poder Destrutivo da Paixão





"O amor [...] não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses. " I Coríntios 13: 4,5 

A cultura moderna faz da paixão-romance uma idolatria, caricaturas e contrafação do amor verdadeiro.
Respiramos um clima de novela em todas as partes.
A música, arte e literatura tornaram-se veículos desta força que domina totalmente as pessoas.
Esse tipo de paixão romântica pode distorcer a percepção da realidade. 
Ele funciona como um tipo de fuga.
Timothy Keller, em seu livro Counterfeit Gods ( Deuses Falsos), fala de uma bela mulher presa na armadilha de relacionamentos abusivos, mas tolerados por serem julgados essenciais, mulher objeto.
Com frequência, ouvimos casos de homens com mais de 50 anos que abandonam sua família por uma mulher muito mais jovem no desesperado esforço de esconder a realidade de seu envelhecimento.
Há também casos em que um homem considera uma mulher fascinante até que a tenha, e então perde completamente o interesse  por ela. 
Neste caso a mulher é um simples objeto necessário para ajudá-lo a sentir-se poderoso e desejável. 
Os temores, as inseguranças e a sequidão interior fazem deste romance um narcótico, uma forma de medicar as enfermidades emocionais. O objeto da paixão torna-se um tipo de "salvador",
E não há limites para as enormes tolices que se ouve por aí, através das tolices nas letras de canções, e ficam deslumbrados com o dito "ele adora o chão em que ela caminha"... tais pieguices desconexas, que muitas vezes desqualifica a mulher...
Podemos idealizar ou idolatrar o objeto do romance paixão, mas inevitavelmente, ele entrará me declínio e deterioração como todas as coisas em que confiamos cegamente.
Embora uma dimensão da paixão e romance seja parte da vida, essa não pode ser a base de um relacionamento sadio.
Se romance fosse o fundamento do amor verdadeiro, não haveria o dilúvio de traições, separações e divórcios.
Jamais se ouviu falar tanto de romances e paixões, e as pessoas não são mais felizes por isso.
De fato, os destroços dos romances estão à direita e a esquerda.
Enquanto o amor real é altruísta, esquece-se de si e se sacrifica pelo bem da pessoa amada, o romance, a paixão é basicamente egoísta, Observe a enorme ênfase dada ao "eu" nas pessoas que falam de paixão.
Valorize as expressões do amor altruísta e fuja da frustração que sobra das aventuras românticas-paixões . 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Amizade é admiração.





Amizade não nasce com a gente, mas nasce da gente, assim como um filho pródigo ou um sonho bom.
Amizade que se preza não se pauta pelo interesse material, pelo oportunismo barato ou pelo desejo de querer andar com quem está na moda. 
Não se escolhe amigos por serem parecidos conosco ou com qualquer um que julguemos ter o tipo ideal para frequentar a nossa casa. 
Não se escolhe amigos por nenhuma conveniência ou pré-requisito. 
Aliás, definitivamente, amigos a gente não escolhe...
 Eles são dádivas que a vida nos traz quando a gente menos espera.
 A amizade é uma paisagem bonita pintada por várias mãos.
 Ela tem as cores da lealdade, do afeto e da compreensão entre pessoas que se querem bem. 
Amizade é o companheirismo responsável, é o abraço forte na hora difícil, é a sensação gostosa de poder ver nas feições de um estranho a imagem de um verdadeiro irmão.
 Existe algo de encanto quando a gente começa a fazer parte da história e da vida de um ilustre desconhecido.

E o tempo de uma amizade não se equivale ao tempo que o relógio marca.
 A distância que separa grandes amigos não pode ser medida por léguas ou quilômetros. 
O que conta para uma grande amizade é a medida do amor que trazemos no coração e o dom divino de jamais conseguir esquecer alguém que significa algo de bom nas nossas vidas.

Amigos ignoram as contingências que o destino impõe ao dia-a-dia de cada um.
 A amizade, quando é sincera, simplesmente não depende da distância que separa as pessoas.
 Naturalmente ela vai se perpetuando, por obra e graça do imenso bem querer que une as almas irmãs.
 Amizade é rocha que não se move com a força do vento.
 Amizade é um laço que se aperta cada vez mais durante a incessante caminhada do tempo.

Amizade é uma troca justa de valores.
 É um sentimento exemplar que nos impele a fazer por outras pessoas aquilo que gostaríamos que outras pessoas fizessem por nós. 
Amizade é uma riqueza que não tem preço, mas sim, apreço. 
Amizade é colo.
 Amizade é admiração.
 Amizade, muito mais do que conivência, é ajuda.

Ter amigos é a garantia de um abraço caloroso a qualquer hora, e em qualquer esquina deste mundo.
 Só é pena, que algumas pessoas não valorizem este nobre sentimento e o banalizam com palavras da boca para fora!

Mas o que mais podem as mãos?






Com as mãos podemos: Oferecer apoio no momento certo,
estendê-las para consolar,
segurar firme para amparar quem precisa.
Mas o que mais podem as mãos?
As mãos saúdam, as mãos sinalizam, as mãos envolvem, dão carinho, as mãos estabelecem limites, escrevem e abençoam.
As mãos desenham no ar o 'adeus', o 'até logo'.
As mãos agasalham e curam feridas.
Para o mudo a mão é o verbo.
Para o idoso é a segurança.
Para o irascível a mão erguida é ameaça.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.
Para quem chora, a mão alheia é conforto.
Há mãos que agarram, perturbadas.
Há mãos que tocam, suaves.
Há mãos que ferem.
Há mãos que acariciam.
Há mãos que amaldiçoam.
Há mãos que abençoam.
Há mãos que destroem
e há mãos que edificam, trabalham e realizam.
Há pessoas que transmitem energias, através da imposição das mãos, entregando-se
a essa tarefa tão bela de amor.
As nossas mãos podem exteriorizar o amor,
construindo templos, hospitais e escolas;
fabricando vacinas e equipamentos médicos;
alimentando famintos, medicando enfermos...
Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...
Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do ser humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, se põe a chorar.
As nossas mãos são abençoadas ferramentas para a construção de um mundo melhor.
Usêmo-las sempre para edificar, elevar,
dignificar, apoiar e acenar com a
esperança de melhores dias.

Adaptação feita por mim de um poema de Blaninne Sharoon